27/05/2009

“Por que será que o Olavo gosta tanto deste filme?”



Escrevo este texto em homenagem aos meus amigos Xexéu e Juraci, que viram o filme em sua casa em Londres e tiveram a curiosidade (e o carinho, para mim) de se perguntarem por que será que eu gosto tanto deste filme.

Diários de Motocicleta é um bom filme, como qualquer outro filme acima da média. Mas todas as vezes em que o assisto (calculo que devo tê-lo visto pela quarta ou quinta vez) sinto-me tocado e desafiado.

A primeira coisa que me toca é a amizade entre Ernesto e Alberto. Os dois amigos viajam juntos, xingam-se, dizem o que pensam um do outro sem medo e permanecem amigos. É a verdadeira amizade, rara e cobiçada. Difícil de encontrar, mesmo entre cristãos.

A segunda coisa é a integridade de Ernesto. Descontado o excesso de testosterona em alguns momentos, Ernesto é um homem de princípios e que procura vivê-los mesmo que isso tenha um custo em termos de dinheiro, conforto e conveniência. Como diz Alberto em certo momento: “Ernesto, o que te estraga é esse teu excesso de honestidade”.

A terceira coisa é o idealismo. Ambos amigos percorrem a America Latina, continente tão desconhecido de nós latinos, que vivemos de olho nos EUA e Europa. Eles veem a pobreza e principalmente a injustiça, se importam com isso e fazem algo prático. A parte final do filme mostra a dupla vivendo em uma colônia de leprosos. Vemos humildade, compaixão e serviço. Lembram-me o padre Damien.

Confesso que não sou fã da figura histórica de Che Guevara mas adoro o personagem fictício Ernesto Guevara. Parabéns ao diretor Walter Salles pela sensibilidade em fazer um filme que tem como protagonistas dois argentinos (!) e que me comove profundamente todas as vezes em que o assisto.

2 comentários:

mmaarrccooss disse...

Bah, eu tbm gosto muito desse filme! A valorização da pátria, o idealismo (a pátria americana), a luta por igualdade, o desapego ao conforto. Fiquei fã do Che fictício!

mmaarrccooss disse...

Bah, eu tbm gosto muito desse filme! A valorização da pátria, o idealismo (a pátria americana), a luta por igualdade, o desapego ao conforto. Fiquei fã do Che fictício!